O Café Morro Grande, de Piracicaba, ou Noivas Colinenses Torrefações, em homenagem a cachoeira que abençoa moradores e visitantes da cidade no Rio Piracicaba, é a 19ª Maior Empresa de Café do Brasil, segundo a Associação Brasileira de Indústria do Café (Abic). E a empresa cresce cada vez mais, junto com o aumento do número de consumidores no país.

Em 1985, o consumo de café por habitante era de 2, 27 kg por ano. No ano passado, última referência de análise, o consumo passou para 4,87 kg por ano! Ainda de acordo com as estatísticas da Abic, que a Senhora Mesa analisou, o consumo fora do lar continua em crescimento e representa 36% do total de consumo. Já as famosas cápsulas estão presentes em apenas 0,6% dos lares. E no meio disso tudo, cresce também a procura por acessórios, máquinas, formas de moagem. As lojas virtuais contribuíram para um volume de US$ 32,8 milhões em importação de café industrializado em 2013, contra US$ 15,7 milhões em exportações de café torrado/moído.

Diferente do que aconteceu nos últimos anos, a Abic estima que neste ano haverá uma retomada do crescimento do consumo interno, em torno de 4%, e com maior procura por cafés de melhor qualidade, desde os tradicionais aos gourmets.  

Eu ando apaixonada pelo método clássico de coar o café, mas também não dispenso um bom espresso. Veja abaixo os tipos de Preparo:

Filtragem: O pó é acondicionado em um filtro, de papel ou de pano, com adição de água quente não fervente por cima. Este método é muito utilizado na cultura brasileira de preparo, através de coadores caseiros e cafeteiras elétricas, dando origem ao tradicional cafezinho.
Percolação:  Método onde se coloca o pó de café no centro de um equipamento moka, que posicionado em um fogão faz a água entrar em ebulição e pressionar café líquido para um recipiente. É a forma mais utilizada para consumo de café na Europa.
Prensagem: em um recipiente de vidro se coloca o pó de café misturado com água quente não fervente e em seguida introduz-se um filtro que é pressionado por um êmbolo que separa o pó do café já pronto para consumo. O método, que virou moda entre os norte-americanos, é conhecido como Prensa Francesa.
Pressão: conhecido como café expresso, neste preparo o café é moído na hora e acondicionado em um filtro que sofre uma pressão de água a 90oC e 9Kg de pressão durante 30 segundos em média, gerando uma bebida cremosa e aromática. Criado pelos franceses, o café expresso é considerado o método mais apropriado para apreciação de todas as nuances desta bebida.

Abic Defende Investimentos Fortes em Marketing

A redução no volume do consumo interno leva a ABIC a reforçar a sua tese de que é preciso estimular o consumo de café investindo muito mais em marketing, publicidade , diferenciação e inovação de produtos.O comportamento dos consumidores tem sido o de ampliar a experimentação e valorizar os produtos com melhor qualidade, certificados e sustentáveis. Esta opção pelo café precisa ser estimulada utilizando-se recursos da publicidade para orientar, educar e difundir conhecimentos sobre café e suas qualidades.

Dessa forma, a entidade esta debruçada sobre a elaboração de um plano de marketing que destaque os atributos do café com seus benefícios para a saúde, energia e bem-estar, que serão os princípios a explorar neste período da Copa do Mundo e posteriores, de modo a criar uma relação estreita entre a vida saudável, com energia e prazer, que o consumo de café traz. E busca recursos no FUNCAFE que podem se somar as contrapartidas das empresas.