Queridas Amélias modernas que me acompanham. Queridos homens gourmets internautas. Quero comunicar que está cada vez mais difícil essa minha busca pelo vinho preferido. Estou realmente gostando de vários vinhos. Meu gosto anda meio prolixo. Este vinho agora vocês precisam provar. É uma delícia. Bem leve, mas ao mesmo tempo encorpado, que dá volume na boca. Ele também é vendido em garrafas menores, excelente para uma só pessoa, ou no meu caso, em que o maridão é gourmet de cerveja.

A escolha da Dani Pavanelli, do Empório Pavanelli, é o  vinho Monte Velho, da região do Alentejo, em Portugal, safra 2011. Ele é composto pelas uvas Castelão, Aragonez e Trincadeira. As notas de prova, segundo o enólogos David Baverstock e Luís Patrão, é de um visual com aspecto límpido, cor rubi, aroma de frutos do bosque. É bem interessante provar os vinhos e realmente sentir os sabores da terra. O vinho Monte Velho apresenta umas notas de tosta.

Mas para mim, o mais interessante desse vinho é a complexidade que ele apresenta, porém taninos finos. Ele tem presença na boca, mas desce redondo. A harmonização sugerida é com massas como pizzas, pratos com carnes vermelhas, de caça e até bacalhau. Vale a pena experimentar esse vinhos. Um bom caminho para seguir em frente na trajetória de buscar o vinho que mais te agrade.

Gaspacho, pão e azeite são ícones da região do Alentejo que somados ao vinho da região, fazem dessa localidade um ponto turístico muito forte em Portugal. A região é formada por zonas montanhosas e praias. É bem grande, com mais de 30 mil quilômetros, quase um terço de Portugal, mas apenas 7% da população. Faz fronteira com Lisboa, Oceano Atlântico, Algarve e Espanha.

Vamos às uvas. Esse é o primeiro vinho que falamos aqui na Saga do Vinho que possui um mix de uvas: a Castelão, Aragonez (Tinta Roriz) e Trincadeira (Tinta Amarela). A primeira, segundo a Dani, é capaz de se adaptar em diferentes condições, sendo a uva tinta mais cultivada de Portugal e mais comum nos vinhedos do centro-sul do país. Ela proporciona vinhos intensos e carnudos, com aroma de frutas vermelhas.

Já a uva Tinta Roriz é chamada assim no norte do país, de Aragonez no sul e recebe o nome de Tempranillo na Espanha. Independente da nome como é reconhecida, essa casta costuma compor vinhos classudos, com boa concentração de fruta vermelha e taninos firmes. A última que compõe esse blend, a uva Trincadeira ou Tinta Amarela, se adapta melhor à zonas quentes, secas e com muita luz. No entanto, a sua produtividade é irregular, com oscilações. Boas safras dessa uva gera grandes vinhos tintos, com excelente acidez, taninos suaves e aromas marcantes de ameixa, amora e especiarias.