Estamos no meio do Carnaval, e nessa correria de folião ninguém tem tempo para se debruçar em um fogão. Eu trago hoje, em parceria com o Café Morro Grande, uma super receita de patê. Durante um mês, toda segunda-feira, Senhora Mesa e Café Morro Grande trarão nas páginas do Blog receitas especiais feitas com café e que vão surpreender você. Eu vou pra cozinhar testar e aprovar receitas para levar até você o resultado final que poderá cozinhar sem erros.

Patê de Café Morro Grande

Nesta primeira edição eu preparei um Patê de café. Não se assuste. É muito simples. E sim, funciona. Melhor ainda, fica uma delícia. Tenho certeza que o sabor vai surpreender você, assim como me surpreendeu. Além disso, a textura fica linda, assim como a cor. Na boca, um delicioso patê com sabor leve e equilibrado de café.

A receita é da barista Eliana Relvas, com uma única mudança. Eu não usei pimenta rosa como ela sugere. Eu fiz o teste e não achei que ficou saboroso, por não envolver um molho quente. É melhor sem a pimenta e você ainda pode finalizar com uma pitada singela de flor de sal antes de servir.

Ingredientes

1 pote 220 g de cream cheese
2 colheres de chã de suco de limão
2 colheres rasas de pó de café Morro Grande
Torradas/pão para servir

Preparo: Coloque todo o cream cheese em um bowl. Misture uma colher de suco de limão e uma de café. Em seguida, misture a outra colher de limão com o restante do café.

O Café

O cafeeiro é natural da África Oriental e antes de tudo foi apreciado pelas suas frutas doces, parecidas com cerejas, e pelas folhas, que eram usadas para fazer chá. Harold McGee, autor do livro Comida & Cozinha, Ciência e Cultura da Culinária – uma bíblia da história dos alimentos -, a primeira vez que os grãos foram torrados, moídos e o resultado usado em infusão, foi no século XIV. Da forma tradicional, feita pela primeira vez, os grãos submetidos a moagem fina são misturados com água e açúcar num bule destampado e a mistura é fervida até espumar. A fervura é repetida mais uma ou duas vezes e, por fim, o café é decantado em xícaras pequenas e bebido imediatamente para o sedimento não aumentar o amargor.

Foi mais ou menos em 1700 que o café passou por modificações ocidentais, quando cozinheiros franceses fecharam dentro de um saquinho de pano os sólidos da mistura e produziram uma infusão mais transparente, com menos partículas. Foi em 1750 que os franceses inventaram o processo que conhecemos hoje, em derramar água sobre uma camada de pó sob um filtro. Essa invenção, segundo Harold McGee, tinha três benefícios: mantinha abaixo do ponto de fervura a temperatura da água, limitava a poucos minutos o tempo de contato entre a água e o pó e produzia uma infusão sem sedimentos. Isso diminuiu o amargor e a adstringência tornando o sabor do café mais agradável.

Na próxima edição acompanhe mais um bate-papo sobre as curiosidades do café.

                                                                                                                                                                                                            Senhora Mesa e Café Morro Grande