Torta Penne com Palmito, Presunto e Queijo

A receita dessa Torta Penne com Palmito, Presunto e Queijo é antiga. Há muito tempo minha avó fazia sempre que eu ia lá visitá-la. Ela costumava fazer com macarrão parafuso (fusilli). A receita é muito simples, mas muito saborosa e o melhor é que em casa não há um consenso sobre como ela fica mais gostosa, bem quentinha saída do forno ou gelada como salada. Eu gosto dos dois jeitos. Prefiro comer quentinha quando faço e gelada depois.

Essa receita carinhosa é a forma que eu tenho de comemorar o Dia do Macarrão. Afinal, o que seria a vida sem ele né gente. De miojo a fazer a própria massa, ele é gostoso, todo mundo gosta. Eu ainda não conheço uma só pessoa que não goste e você?

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Sério gente, experimentem fazer essa torta de macarrão assado. Fica muito gostosa, são ingredientes simples de serem encontrados e é ideal pra um almoço ou jantar em família ou com amigos. Pra dar um gostinho a mais todo especial, eu usei o Penne al Peperoncino que comprei na loja Oil Vinegar que fica no Shopping Iguatemi em Campinas. Lá é um empório especializado em massas e principalmente em azeites e vinagres. Tem uma vitrine com tonéis de vidro cheinha deles lá! Linda a loja e toda vez que visito faz minha imaginação viajar em inúmeras receitas que dá pra fazer.

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Torta Penne com Palmito, Presunto e Queijo
(4 pessoas)
250 g de Penne al Peperoncino Oil Vinegar (Shopping Iguatemi Campinas)
1 vidro palmito,
150 g de presunto picado em cubos
150 g de muçarela picada em cubos
2 colheres de sopa de farinha de trigo
1 cebola pequena cortada em cubos
2 colheres de sopa de manteiga
1/2 xícara de água
1 colher de sopa de noz-moscada
1 caixinha de creme de leite

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Cozinhe a massa al dente em bastante água. Enquanto isso prepare o molho. Coloque a manteiga e assim que derreter acrescente a cebola bem picadinha e dois minutinhos depois coloque a farinha de trigo, mexa e misture a água. Deixe engrossar um pouco, desligue o fogo e acrescente o creme de  leite. Finalize com noz-moscada e prove e ajuste o sal. Escorra o macarrão e misture nesse molho branco, acrescentando o presunto, a muçarela e o palmito. Regue um refratário mais fundo com azeite e coloque o macarrão. Cubra com fatias de muçarela e asse a 180º por cerca de 15 minutos.

*História do Macarrão

É estranho pensar, pois vemos uma massa e logo lembramos da Itália. Mas quem criou o macarrão foi a China. Foi lá que o viajante Marco Polo conheceu a massa e levou para a Itália. Segundo Harold McGee, no livro Comida & Cozinha – Ciência e Cultura da Culinária, “apesar de o trigo ter sido introduzido na região do Mediterrâneo muito antes de chegar à China, os chineses do norte parecem ter sido os primeiros a desenvolver a arte de fazer macarrão, algum tempo antes de 200 a.C.”
Ele aponta que os petas frequentemente comparavam a aparência e a textura do macarrão às da seda. “A China também inventou o macarrão recheado – o ravioli original -, em que a massa envolve outros ingredientes. Tanto o hundun ou wonton, pequeno, fino e delicado e atualmente servido nas sopas do sul da China, como o chiado-tzu, mais grosso e frequentemente cozido no vapor ou frito na região do norte, são mencionados em textos anteriores a 700 dC.”
“O termo italiano macaroni surgiu no século XIII e era aplicado a várias formas de massa, desde as achatadas até as encaroçadas. Os cozinheiros medievais faziam alguns macarrões de massa fermentada, cozinhavam o macarrão por uma hora ou mais até deixá-lo muito úmido e macio, frequentemente combinavam-no com queijo, e usavam-no para envolver recheio.”
Já a evolução do macarrão, diz McGee, ocorreu principalmente na época pós-medieval na Itália. Em toda a Itália, criavam macarrões de farinha de trigo mole, no sul e na Sicília, desenvolveram macarrões de semolina de trigo duram. Desenvolveram ainda o preparo da massa seca, servido como elemento principal do prato, umedecido com molho mas não mergulhado nele, nem tampouco disperso numa sopa ou ensopado. Com seu clima ideal para a secagem do macarrão, que durava 4 semanas, a cidade de Nápoles se tornou o polo principal de fabricação da massa de trigo durum.”
Foi graças à mecanização da sova e da extrusão, no século XVIII, os macarrões de trigo duram haviam se tornado comida de rua em Nápoles e eram populares em boa parte da Itália. Foi lá também que as pessoas passaram a preferir am assa al dente, e essa ideia se espalhou pelo país no final do século XIX, já o termo surgiu logo depois da Primeira Guerra Mundial.

DICA – “RECOMENDA-SE QUE O MACARRÃO SEJA COZIDO NUM PESO PELO MENOS 10 VEZS MAIOR DE ÁGUA EM EBULIÇÃO, CERCA DE 5 L DE ÁGUA PARA 500 G DE MASSA! ISSO PERMITE QUE A MASSA ABSORVA DE 1,6 A 1,8 VZES SEU PROÓPRIO EPSO EM A’GUA E AINDA RETE ÁGUA MAIS QUE SUFICIENTES PARA DILUIR O AMIDO QUE ESCAPA DURANTE A COCÇÃO PARA SEPARAR UM DOS OUTROS, PRA QUE ELES POSSAM COZINHAR POR IGUAL .”

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Patrícia-Guimarães