Imagine um dia de sol na medida certa e clima aconchegante sob os raios, mas frio à sombra. Domingo em São Paulo foi assim. Acordamos tarde, como de costume para um dos únicos dias de folga do casal, e fomos almoçar no Figueira Rubaiyat.

Foto Patrícia Guimarães

Um ambiente totalmente único na imensidão de restaurantes da metrópole. Uma espécie de varanda, jardim e sala de jantar são unidos por uma grande figueira que entrelaça os ambientes em uníssono. Seus troncos divididos parecem flutuar com imponência sobre o salão.  O piso de madeira reflete a rusticidade singular do espaço e contrasta com o teto de vidro que singelamente deixa escapar alguns raios de sol nas toalhas brancas sobre as mesas.

A louça é uma atração à parte, assim como a dança dos inúmeros garçons que atentamente circulam entre as mesas com suas cestas de pães e molhos para as carnes. O material principal é o ferro em cobre por fora.  Para quem gosta de carne, é um dos melhores lugares de São Paulo para apreciar os tradicionais cortes de maneira ímpar. Fui avisada pelo garçom que o carro chefe da casa é o baby beef, vencedor de várias indicações. Mas, como sou amante de ervas, resolvi escolher o filé mignon marinado no alecrim e de acompanhamento cogumelos frescos na brasa, palmito da mesma forma e arroz biro-biro, que amo.

O garçom perguntou qual o ponto da carne que eu gostaria e, com o prato na minha frente, vi que a pessoa que comanda a brasa estava super atenta. Veio no ponto exato. Esse prato custa R$ 99. Mas, para quem quer comer bem, este é o lugar certo. “Bem” que eu digo é no sentido de bem delicioso, bem preparado e bem servido. Se você não estiver com muita fome pode pedir apenas um prato e dividir.

Destaque para os pães, inúmeros e condimentados com ervas, que acompanham perfeitamente o couvert.  Além do cuidado com a carne que vem da fazenda dos proprietários do restaurante Belarmino Iglesias, pai e filho, em Dourados, Mato Grosso do Sul. Ponto forte os dois molhos disponíveis para as carnes, de chimichurri e um de pimenta que amei, nem forte e nem fraco. No final, fechando o almoço, o garçom leva à mesa duas garrafinhas baixas de cachaça, uma pura e outra com mel extremamente geladas. Interessante para um restaurante brasileiro.

O pouco que li durante a pesquisa sobre o restaurante, descobri que o chef do Figueira Rubaiyat, Francisco Gameleira, tem uma história lindíssima, assim como os proprietários  e, vou aguardar a oportunidade de entrevistá-los para contar essa história.

Figueira Rubaiyat – Rua Haddock Lobo, 1738, Jd. Paulista. São Paulo/SP (11) 3087-1399