Nascido em Paris, filho de portugueses, o diretor e ator Ruben Alves queria escrever um filme, mas não sabia exatamente sobre o que falar. Foi então que, em uma viagem a Lisboa, ele escreveu um roteiro sobre franceses que vivem em Portugal. Ao apresentar a ideia para um amigo o óbvio veio à tona: por que não fazer o contrário e contar a história de sua família? Foi então que nasceu o roteiro de “A Gaiola Dourada”.

Na trama, o casal de portugueses, Maria e José Ribeiro são um casal de imigrantes na França, morando em um bairro nobre de Paris. Há mais de trinta anos ela trabalha como zeladora de um prédio, e ele como mestre de obras, sendo respeitados e admirados pelos moradores do local. Um dia, no entanto, uma herança inesperada proporciona aos dois a oportunidade de sair da pequena casa onde moram e voltar a Portugal, onde levariam uma vida luxuosa.

Na vida real, a herança não existe, mas sua mãe se tornou zeladora e o pai, pedreiro – “Eles fizeram isso em busca de uma vida melhor para os filhos. E o mínimo que eu poderia fazer era homenageá-los em meu primeiro filme”.

Comparado ao diretor espanhol Pedro Almodóvar, o cineasta viu seu filme pessoal se tornar um grande sucesso de bilheteria na Europa e em Portugal foi o filme mais visto de 2013.

Sensível, humano e sincero, mais que uma surpresa o filme para mim foi um verdadeiro “achado”, ri de cada cena com o típico jeitão português de nossos primos lusitanos (deliciosamente cómicos). Cheio de receitas gostosas que saltam a tela o filme me deixou com agua, mas sem dúvida foi o bacalhau de Maria quem rouba a cena!

Imperdível!!

Até semana que vem J