Todo ser mortal trabalha, trabalha, trabalha e por alguns dias tira férias. Quem acompanha o blog deve ter percebido que os posts estagnaram e agora estão voltando ao seu ritmo normal. Acelerar novamente depois de 20 dias passeando não é nada fácil. Mas já acho que estou quase engatando a terceira, kkk! Hoje vou falar sobre um vinho que me apaixonei e se tornou um dos meus preferidos junto com rótulos 100% Pinotage da África do Sul. Eu estou falando do chileno Viu Manent, 2010.

A Dani Pavanelli, sommelier que me ajuda nesta coluna de vinhos, contou uma história bacana da família que produz esse vinho. Segundo ela, o nome Viu Manent é parte da história e tradição do vinho chileno. Desde o começo a empresa se constituiu como uma sociedade limitada, de propriedade familiar. Em 1935, Don Miguel Viu García e seus filhos fundou Bodegas Viu, na cidade de Santiago e se dedicou ao comércio e engarrafamento de vinhos para o mercado chileno, usando a sua marca própria a Vinos Viu.

Em 1966, sob a direção da segunda geração da família, Don Miguel Viu Manent adquiriu os primeiros vinhedos da empresa, a Fazenda San Carlos de Cunaco, antigo e tradicional vinhedo plantado em meados do séculos XIX. Nos final dos anos 80 a família decidiu começar a exportar e hoje está presente em mais de 50 países. Hoje em dia a empresa possui 260 hectares de vinhedos em produção.

O vinho degustado, Viu Manent, 2010, é elaborado com 100% de uvas Carmenere. Essa uva tem uma cor quase preto azulado e é originária da França. Essa casta foi uma das mais cultivadas na região do Médoc no século XIX, mas em 1860 foram dizimadas por uma praga. Mas não faz muito tempo, em 1994, ela foi redescoberta no Chile.

Essa uva caiu no gosto do meu paladar. Ela tem uma doçura natural que envolve a boca. Um equilíbrio perfeito entre a acidez, tanino e corpo. Eu não harmonizei com nenhum prato, mas a sugestão da Dani é que esse vinho seja combinado com carnes ou massas. Mas depois de um dia cheio de trabalho, dois dedos de uma taça lhe farão dormir como um anjo. É um vinho um tanto complexo para mim, porque ele é forte, encorpado, cor rubi escuro, mas muito equilibrado na boca. Enfim, uma delícia!

Para chegar a este resultado a vinícola informou que 90% do vinho permaneceu por 14 meses em barris de carvalho francês e 10% em carvalho americano. O ideal é que ele seja servido a 15 graus.

A vinícola fica no Vale de Colchagua, a 150 quilômetros de Santiago. A região é considerada uma das melhores produtoras de vinhos do “novo mundo”. Se você está de viagem marcada para este país não deixe de marcar uma visita (www.viumanent.cl).

Equilíbrio para quem está começando no mundo dos vinhos!